
Chove e sob mundo, submundo
percorro a cidade
O silêncio reina na estação, já é tarde
O homem por trás do vidro não sorri
Entrega-me o bilhete feito máquina
As máquinas, é fato, não sorriem
Outrora trabalharam humanos aqui
Houve um tempo em que olhavam nos olhos
Nos olhos! É o que a lenda nos diz
Mas as máquinas por trás dos vidros
Não são pagas para serem gentis.
Chove e sob o mundo, as escadas rolam em vão
Pois desço à moda antiga, faço questão
Fortalecendo as pernas e a crença
De que posso viver sem a presença
Da civilização...pura ilusão
As placas gritam e obedeço
Nunca desça à guia!
Eu não desço
Devido a chuva, velocidade reduzida
E o meu consolo, diante das coisas sem vida
É que agora posso vê-la
A chuva que não será interrompida
Pois não há máquinas para contê-la.
2 comentários:
Não seja tão otimista Mhel, parece que os Chineses já estão fazendo alguma coisa nesse sentido.
placas. são super funcionais. com elas evita-se o contato das pessoas desagradáveis que podem pedir informações. quanto mais placas, menos incomodado o funcionário-máquina será.
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