segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Logorreia, Seborreia e coisas afins

Há frases que poderiam ser ditas apenas uma vez. Não que fossem inoperantes, ineficazes. Poderiam ser frases recicláveis.
Diria-se apenas uma vez e jogaríamos no lixo e estariam futuramente de volta totalmente transformadas. Não seria negar o dom da palavra ou a discrepância da fala. Seria apenas uma necessidade solúvel. Ou algo que se valesse apenas do momento. Pois se cada momento é único, porque não a palavra ou a frase.
Ficaríamos apenas a ouvir, todavia não repetindo em hipótese alguma a dita cuja. Estariamos menos expostos a dúvidas que, no cotidiano da verborrágia, apenas nos faz deglutir mais e mais idéias enfadonhas.Faríamos então da conversa uma caixinha de surpresa constante.
Uma fluente experimental de ensejos, um relicário, um meio simples de nos tornarmos diferenciados.

Um exemplo de frases desconexas:
- "Não consigo!";
- "Não dá pra deixar pra amanhã?!";
- "Devia ter feito diferente.";
- "Desisto";
- "Se";

- "Não" (esta aprendi antes de dizer mamãe)

Que droga de frases são estas?!

E olhe que são apenas poucos exemplos de coisas fúteis. Quem começou a inventar estas coisas?!
Eu não repudio o léxico - tão necessário para enteder os grandes escritores -, mas toda vez que leio algo que não entento tenho que procurar em dois dicionários? E talvez até em um terceiro para tirar a prova dos nove?!
Me convençam, me convençam que frases como estas não deveriam ir para o lixo.
Por isso gosto dos poetas libados. Falam frases desconexas, não se alongam com uma idéia e normalmente esquecem o que fora dito logo que alvorece.

2 comentários:

Mhel??? disse...

Rodney??? És tu, companheiro?
Seja benvindo!!!!
Eu gosto de usar a palavra "depende". Mas depende das circunstâncias...
beijos

Paulo Cezar Filho disse...

Eu uso muito "só" e "podicrê".