quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Cartas que recebi.


"A primeira vez que eu vi minhas pupilas dilatadas o suficiente para enxergar algo além desta "realidade" que nos cerca, estava olhando para o espelho. Perdi meu espírito na essência do que há de mais feio em mim. Hoje já não saio mais à noite; tento não enxergar nada mais além de silhuetas; troquei minha tv por uma preto e branco e depois por uma tela plana da mais moderna, ali não há perigo." (L. N. T. - 32 anos)


"Quando me perguntaram se eu queria, disse que sim sem saber se não. Nunca pensei que sempre tivesse no mínimo duas opções. Infelizmente, no ponto em que estou não posso mais escolher muitas coisas. Parece que tudo aconteceu automaticamente depois das primeiras escolhas, eu não podia interferir. Mas acho que estou exagerando, não sou uma desgraçada: quando escolho meu sanduíche no fast-food, peço sempre sem batatas. Eu não gosto de batatas." (Roberta V. W. - uma garota normal)


"Estudei a minha vida inteira. Anos e anos de excelente dedicação. O que tenho eu hoje? Uma vida estável, mulher, filhos, tudo o que eu humildemente quiser. Portanto, não me censure! Sou feliz." (Vagner S. - gostaria de dizer à amante)

2 comentários:

Alessandro disse...

As coisas são nas coisas simples. Acontece que elas se misturam ou se chocam.

Fiz limpeza nos dentes. Estou satisfeiro com meu sorriso limpo, mas ainda defeituoso.

Abraço, Mafrón!

Ramon Alcântara disse...

"Ontem estava voltando pra casa, no meu caminho normal. De repente, veio até mim um senhor de idade e perguntou-me quem eu era. Não pude responder, não sabia a resposta. Como assim quem eu sou? Ninguém nunca me perguntou isso, aliás não se pergunta isso. De certo ele estava acometido por algum desvio psiquiátrico. Ora-bolas! Só estou lhe escrevendo, pois sei que você passa pelo mesmo lugar, caso veja esse sujeito, se afaste"


Ah! Tem um lugar que me fez lembrar aqui, veja se gosta:

http://www.breveshistorias.zip.net


abz