sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

sobre carnaval


é carnaval olerê
é carnaval olará
nossa poesia
tem que rimar

navegando em mares
nunca antes tão embriagados
tropeçando nos pilares
dos bons costumes literários
passando assim dum jeito
que a poeira até levanta
sem carregar no peito
nenhuma tola esperança

é carnaval aê aê
carnaval olá olá
escrever não é preciso
preciso, sim, é naufragar

mesmo em páginas vazias
sem nenhuma direção
mesmo sem alegrias
e até na solidão
seguindo a marcha rápida
atrás do trio energético
cerveja, cigarro, cóké parada
e sem deixar de ser poético

é carnaval, é triste fim
é carnaval olereorá
traz outra cerveja aqui pra mim
que tô de saco cheio
vai estourar

Um comentário:

Paulo Cezar Filho disse...

essa eu li com os dedos indicadores apontados para cima, em ritmo de marchinha...rs