sábado, 25 de agosto de 2007

Nietzsche, Schopenhauer, Sistemas, a Imprensa Vampírica e Sair pra Ver o Sol

Sobre nós e eles. E com toques de Pink Floyd.

Nietzsche, Schopenhauer, Sistemas,
a Imprensa Vampírica e Sair pra Ver o Sol

Os temas da conversa, da manhã, de algumas vidas.

Dois velhos jovens e letrados amigos conversam no Metrô. Já conformados com o fato de que nada vai mudar. Conformados com a natureza. A humana.

Um capta idéias para um futuro texto. Este. Já não é mais futuro, então.

Eles provocam. Eles sabem.

Não muito distante, uma chiquita hermosa fita um, fita outro. Sol forte de verão em pleno inverno. Eles devolvem com discrição o fitar, apesar que um fixa-se mais. Nenhuma palavra sobre, mas também todas as palavras são pra eles. Pra ela – um pouco.

Talvez uma estudante de História ou Serviço Social. Ou uma consumidora de programas de TV para a massa embrutecida. Ou tudo ao mesmo tempo num pacote aprazível aos olhos.

Despercebem ou não querem perceber o senhor que se põe ao lado. Ele ouve e fita também. Sol repleto de verão no murcho inverno, patriótico inverno. Porque sabe que aquele povo é feito pelo e para o sol. Um deles, um dos velhos jovens e letrados amigos, desce.

O que fica pergunta ao senhor, finalmente desfingindo: “Quer sentar-se?” Diz-que-não. Está vivo. Isto é para quem trabalha. Atravessa a cidade pra ver o neto. O universo contraído fica entre Itaquera e Aclimação. Duas solidões já se juntarão e serão nenhuma. Está vivo. Chega sua estação.

Sai pra ver o sol.

Beijos e abraços prophanos a todos!

Us and them

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

em breve!!!!!


manada em concentração

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Logorreia, Seborreia e coisas afins

Há frases que poderiam ser ditas apenas uma vez. Não que fossem inoperantes, ineficazes. Poderiam ser frases recicláveis.
Diria-se apenas uma vez e jogaríamos no lixo e estariam futuramente de volta totalmente transformadas. Não seria negar o dom da palavra ou a discrepância da fala. Seria apenas uma necessidade solúvel. Ou algo que se valesse apenas do momento. Pois se cada momento é único, porque não a palavra ou a frase.
Ficaríamos apenas a ouvir, todavia não repetindo em hipótese alguma a dita cuja. Estariamos menos expostos a dúvidas que, no cotidiano da verborrágia, apenas nos faz deglutir mais e mais idéias enfadonhas.Faríamos então da conversa uma caixinha de surpresa constante.
Uma fluente experimental de ensejos, um relicário, um meio simples de nos tornarmos diferenciados.

Um exemplo de frases desconexas:
- "Não consigo!";
- "Não dá pra deixar pra amanhã?!";
- "Devia ter feito diferente.";
- "Desisto";
- "Se";

- "Não" (esta aprendi antes de dizer mamãe)

Que droga de frases são estas?!

E olhe que são apenas poucos exemplos de coisas fúteis. Quem começou a inventar estas coisas?!
Eu não repudio o léxico - tão necessário para enteder os grandes escritores -, mas toda vez que leio algo que não entento tenho que procurar em dois dicionários? E talvez até em um terceiro para tirar a prova dos nove?!
Me convençam, me convençam que frases como estas não deveriam ir para o lixo.
Por isso gosto dos poetas libados. Falam frases desconexas, não se alongam com uma idéia e normalmente esquecem o que fora dito logo que alvorece.

ESTÓRIAS INFANTIS

Quando Jesus Cristo era punk e todas as mães eram junkies, quando aparecer na igreja aos domingos de manhã era coisa que só os malucos tinham coragem de fazer, quando a missa era um antro onde os loucos e delinqüentes se encontravam e os suéteres de veludo, crochê e tricô eram o máximo da contravenção visual. Quando hóstias eram distribuídas por 10 moedas a grama e vinham enroladas em papel alumínio direto de cartéis no Vaticano e outras partes da Europa e aquele carinha de óculos de lentes grossas, calça engomadinha e gravata ficava à espreita com pequenos frascos de água benta na porta do colégio enquanto os marginais faziam fila por uma dose. Quando os desajustados se encontravam às escondidas no quarto de alguém para escutar a programação de uma rádio pirata qualquer que tocasse cantos gregorianos e nessas tais reuniões secretas discutiam passagens bíblicas, davam as mãos e oravam, rezavam, trocavam terços, preces e santinhos, invariavelmente consumiam altas doses de hóstias e água benta. Quando a Pastorinhos do Senhor era uma gang de contraventores incentivados por todos aqueles que defendiam a educação moral e cívica. Quando terrenos baldios ao lado de fábricas desativadas serviam de ponto de encontro para diferentes gangues espalhadas pelo mundo e revistas artesanais passavam de mão em mão com matérias sobre Nossa Senhora, Apóstolos e presépios. Quando tudo isso era a nossa realidade, a realidade de grande parte dos jovens da periferia, eu conheci sua mãe e por ela me apaixonei, fizemos planos de um casamento secreto, algum tipo de cerimônia religiosa, mas à essa altura dos acontecimentos já éramos adultos o bastante e essas coisas todas deixaram de fazer sentido, de modo que espetamos e pintamos o cabelo, nossos pais nos deram coturnos e alfinetes de presente, deixamos de tomar banho e passamos a puxar fumo e revirar lixo de fast-food. Um tempo depois vocês nasceram e então nos mudamos para essa parte da galeria subterrânea da cidade.

- Que legal essa estória pai, conta de novo!
- Eu também quero.
- Eu também.
- Conta, conta, conta, só mais uma vez.
- Tudo bem, eu conto, mas vou dar uma resumida porque já é cedo e vocês precisam dormir um pouco seu bando de sujinhos-do-cabelo-vermelho.....

(silêncio).

Quando Jesus Cristo era punk e todas as mães eram junkies, quando aparecer na igreja aos domingos de manhã era coisa que.......

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

#


Acabei de encontrar o cara aqui do lado, no Bar Limoeiro (em frente ao Centro Cultural São Paulo), que eu frequento há tempos.

Tá virando uma espelunca maior ainda!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Metrô



Chove e sob mundo, submundo

percorro a cidade

O silêncio reina na estação, já é tarde

O homem por trás do vidro não sorri

Entrega-me o bilhete feito máquina

As máquinas, é fato, não sorriem

Outrora trabalharam humanos aqui

Houve um tempo em que olhavam nos olhos

Nos olhos! É o que a lenda nos diz

Mas as máquinas por trás dos vidros

Não são pagas para serem gentis.


Chove e sob o mundo, as escadas rolam em vão

Pois desço à moda antiga, faço questão

Fortalecendo as pernas e a crença

De que posso viver sem a presença

Da civilização...pura ilusão

As placas gritam e obedeço

Nunca desça à guia!

Eu não desço

Devido a chuva, velocidade reduzida

E o meu consolo, diante das coisas sem vida

É que agora posso vê-la

A chuva que não será interrompida

Pois não há máquinas para contê-la.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Expurgo (alegro 629)

xadrez cavalo trepapiãopalacio

12pra12 tiro 0 pulso nos aqui

coisas do Pacheco gás-gueto

de a coluna tetraplégica “ kit para viver em mega cidades que são porta- aviões perdidos !!!!!!!! °°°°

****era ***** vez******32****22*****64****calças boca de sino

compra órgãos estado DE de preferência POETAS com A A CUCA BEM fresquinha < fresquinha<