sexta-feira, 27 de julho de 2007

Caros amigos gostaria estar com vcs no gruta

Mais a monocultura que trabalho me escraviza

Depois eu entrarei em contato através do blog com vcs

Um abraço

e h por Alessandra Queiroz

não existe verdade...
existe a vida corrida
atrelada a estórias

eterna briga do "ser ou não ser"
do querer e não querer

procurar e não encontrar

amar para amar

amar para sentir
o

cheiro

o gozo

o sorriso

o resfriado mal curado

as feridas totalmente cicatrizadas
que já não são mais feridas
são agora histórias

caminhar em noites ....

dias...










intermináveis...

Rápidos.

Cruéis!
E muitas vezes...

lutar contra a verdade eternizada pela sacro-santa-familia

lutar por algo decente para ter, fazer

simples assim é para sentir o gosto do gozo da vida
e
da vida só levamos nossas histórias
mesmo
que
sejam
estórias...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Sobre o zine

Por enquanto estou com o Paulo. Mas acho melhor conversar depois.
Será que dá pra alguém levar os textos na sexta?
E depois a gente conversa sobre o formato.
Acho que deveríamos montar um grupo por e-mail...
Abraços!

SOBRE O ZINE:

Postagem aberta para discussão sobre o zine.

Comentemo-nos então.

Vou deixar aqui o meu top 20. incluíndo maio / junho e julho - precisamos definir se julho entra agora ou deixamos para uma próxima edição, na dúvida, incluí julho também:

Em Branco e Cinza - Rafael
Confissões Ferroviárias - Mhel
Le Nom de La Mort - Mhel
Castro Mirabolante - Adestrador
Saliva disco 1 - Adestrador
Saliva disco 2 - Adestrador
Corisco Febril... - Nelson
A Música, outro ritmo - Alessandro
Trafego e Revolta - Mhel
Pogo - Adestrador
Um sem Alma - Rafael
A Minha Música - Alessandro
Amplidão - Alessandro
Dois Textos Velhos, o sanguinolento - Rafael
Dois Textos Velhos 2 - Rafael
A Necropsia de Todas as Alices - Adestrador
Idiótes - Rafael
À Espera de Capitú - Nelson
Média Piada - Rafael
Novos Lábios que me Tragam - Mhel

(postem por aqui mesmo, se preferirem - embaixo)

domingo, 22 de julho de 2007

O APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASOO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFAS APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASOO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFAS APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASOO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFAS APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFASO APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFAS

O APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFAS



O APAXONADO POR ESTANTES COM LIVRO E OUTRAS GARRAFAS

Natureza concreta

Bauhaus linha incorreta

Sucata estética

Dor massa

Tipografia arrasta

Lama gente

sábado, 21 de julho de 2007

Novos lábios que me tragam ( ou A garota cujo ventre fumava)

Quando as drogas foram liberadas e a propaganda de cigarros voltou a ser permitida e livre de qualquer censura, o hábito de fumar ganhou um forte incentivo do governo.
Havia uma garota que não fumava, mas sempre trazia algum cigarro entre os dedos na escola para não despertar suspeitas. Qualquer jovem que contrariasse as modas ditadas pela mídia era visto como subversivo e mantinha-se sob constante vigília policial. Estava no páteo da escola enquanto aguardava o início da primeira aula. Vestia uma saia cinza e não usava blusa. Os seios à mostra era moda nos colégios, o naturismo era quase um dever social. Num determinado momento, essa garota teve uma percepção de seu corpo até então ignorada: seu sexo respirava. Colocou a palma da mão entre as pernas e sentiu um sopro que vinha da própria vagina. Gostou daquela sensação. Seu sexo inspirando e expirando num ritmo totalmente independente do seu pulmão como se fosse outro ser era uma novidade.
Um outro ser poderia ter outros gostos, poderia ter sua própria intimidade, melhor, poderia 'ter intimidade'. A intimidade era algo combatido pela mídia. Entedia-se intimidade como pudor, e o pudor estava proibido desde que a garota nasceu.
- Se meu ventre tivesse seus próprios gostos, talvez gostasse de cigarros? – numa atitude instintiva, garota levantou a saia, abriu as pernas e pôs o cigarro em seus grandes lábios, oferecendo um dos maiores prazeres atuais àquela que, de repente, tornara-se um ser alheio ao resto do corpo.
Para a surpresa da garota e de todos que estavam em volta. Seu sexo gostava de cigarros. Tragou como se fosse uma boca viciada e soltou a fumaça, não sem antes, provocar um prazer intraduzível à garota e a todos que contemplavam à cena. Todas as aulas de sexo bizarro ou masturbação que aprendeu no primário não previam aquela forma de prazer. Era uma descoberta sua. Sentia-se orgulhosa por isso.
Mas não havia novidade que pudesse manter-se em sigilo. Em poucos minutos, os professores foram avisados da nova experiência e a garota foi imediatamente levada para o anfiteatro da escola para que demonstrasse sua performance. Mas quando a tímida garota se viu rodeada de homens e mulheres com câmeras e celulares ligados na espera de algo que até então era particularmente seu, ficou envergonhada e não quis levantar a saia.
Essa reação foi vista pelos diretores como um ato de "Reivindicação de Propriedade Corporal". A garota foi presa por pudor e moralidade excessiva.
A garota, cujo ventre fumava, firme em sua opção de não expor teu sexo à mídia nem promover a indústria do tabaco. Foi torturada e estuprada, descobriu-se grávida e doente. Sem forças para lutar, acabou enfim, por ceder o direito de transmitirem em rede nacional aquela descoberta que lhe provocou tanta dor.
Passaram-se meses e centenas de maços foram consumidos pelo seu ventre sob os olhares curiosos dos telespectadores. Seu corpo franzino e já castigado não suportou o parto e pereceu.
Seu ventre foi retirado para pesquisas científicas, e sua aptidão para tragar cigarros continuou uma incógnita. A criança ainda viveu por alguns dias. Foi batizado de Carlton. Carlton, uma linda e cinza criança, cujo ânus tossia.